domingo, 8 de julho de 2012

A minha tribo é o mundo todo.


(...)
Depois, escolhido o papel, aja, atue...
E tire desse espetáculo, vários risos e amores.
Deixe momentos épicos, para serem lembrados lá na frente, quando você estiver em outro cenário.
Se atente ao fato de não existir reprises nem ensaios. Assim, dê o melhor nessa cena de agora.
Insista em tudo perfeito: enquadramento, foco certo, na luz...
Já que você é estrela desse filme, você deve fazer um bom filme.
As cenas do passado...bem,esqueça. Peso extra não combina com uma caminhada.
Não se importe nem um pouco com as cenas que saíram feias, com o que deu errado, com as frases truncadas...as vezes a cena foge do controle e os erros que são inevitáveis, aparecem, aqui e ali.
Se importe com essa cena de agora.
É de suma importância que ela esteja de acordo com o seu modo de pensar para se tornar um agir certo.
Prefira mil vezes a comédia ao drama.
Deixe as caras e as frases sérias pras horas sérias.
Deixe o som triste pras horas tristes. Sim, cena triste também tem...
No mais, escute um reggae, um sambinha , um rock antigo...Escolha tua trilha sonora...
No mais, relaxe e torne a cena leve...
Insista no romance, acredite que hora ou outra as almas se encaixam.
Se divirta enquanto estiver no palco. Se divirta muito.
Faça o que gosta com quem gosta, como gosta, sem se importar com a crítica.
Geralmente a opinião dos outros não no servem pra nada...
Faça de um modo a tirar alegria de qualquer cena, a mais simples que seja...
Por fim, não se esqueça.
É você e apenas você o responsável pelo roteiro.
Até a hora que o diretor falar: -"Corta!!!"


Silvana Gonçalves 

sábado, 7 de julho de 2012

Capitães das nossas almas

'Quem quiser nascer tem que destruir um mundo: destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente comodo e seguro da infância para a consequente dolorosa busca da própria razão de existir. Ser é ousar ser.'
Herman Hesse

' Os barcos ficam seguros no cais. Mas não foi pra isso que os barcos foram feitos.'

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bom dia, poesia.

COLHEITA

Trago para casa
um poema,
a viagem já
valeu a pena.

(Marina Colasanti)

Eu (e minha ignorância eterna) pensava que a Marina Colasanti era brasileira.
Aprendi que ela nasceu em Asmara,Etiópia, morou até os 10 na Itália e que chegou ao Brasil em 1948 e se radicou no Rio. Marina Colasanti escreveu mais de 40 livros e também é artista visual.
Vale muito a pena procurar algo dela pra se ler.

os poemas saem, brotam, sei lá.

Sai
a
rima,
Fica
a
seta.
No
poema
a
palavra
se
liberta,
certa.

Sil

'Toda vez que me elevo sou perseguido por um cão chamado ego.'

E a gente se põe a falar e falar e falar...

Você é o que
seu silêncio
grita e eu também.
é no silêncio que a verdade faz morada.
É preciso silêncio e na paz
vibrar o amor.

Sil.

Desliguei a t.v. pra viver.
E no silêncio me reconheci.
Lembrei de raízes e exercitei
asas.
Lembrei que a gente colhe o
que planta e que isso é bom.
Plantei sonhos e amigos.
O tempo passou.
A paisagem mudou
e às vezes com um sorriso
alguém me ressuscita numa
roda de amigos.
Quando eu partir, infinita,
ainda vou estar.
poeira de estrela,
adubo da terra,
eterna.

Sil

terça-feira, 3 de julho de 2012

Deem-me as flores em vida.

Não quero flores nem velas no meu velório.
Quero sons de violino ou então de um violão.
Quero os amigos sorrindo e lembrando só o que fiz de bom.
Quero música pra lembrar que nada se acaba, que tudo se
transforma, que tudo segue o eterno fluir.
Que a luz vença as trevas,
Que o amor perdure.
Que o que é bom permaneça pra nos lembrar
que viver é bom.

Silvana Gonçalves

'debaixo de sete chaves, dentro do coração'

eu e Rita de Sá, reencontro depois de 20 anos.


Quando vi a foto da Rita na net, comecei a rir.
Fiquei feliz mas não lembrava de onde nem porque.
Falei isso pra ela e ela:’ah, pode deixar que te lembro’.
Dias desses nos  reencontramos numa São Paulo ensolarada de domingo.
O abraço gostoso, a luz nos olhos, essas coisas que não se explicam deram
o tom: o que é de verdade fica.
Minha mãe me dizia que –‘quem tem um amigo não morre pagão.’ E que o que a gente fazia pras pessoas uma hora voltava pra gente.
A Rita é uma prova viva das duas coisas. Sei que ganhei pela segunda vez o privilégio
de cruzar com essa alma e agradeço muito por isso.
Voltei da casa da Rita contente, porque ela ta bem. Ta feliz e de bem com a vida como
tem que ser.
Enfrentei o metro lotado com um meio sorriso,
existe amor no mundo.

Sil.