segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

do livro: 'Poemas para Você'

Como as águas.
Sendo a mesma,
e ainda assim,
mudando...
De tudo: opinião,
direção.
de sonhos,
de intenção.
Como as águas,
uma hora calma,
uma hora correnteza.
Numa hora, força.
Noutra, gentileza...
Como as águas de um
rio...ir.
Aceitar o destino, seguir.
Sendo a mesma e mudando.
(Silvana Gonçalves)

Bom dia, poesia....

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca.

a gente ama porque sim...



Porque é segunda:
'Você nasce sem pedir e morre sem aviso.
Aproveite o intervalo.'

sábado, 29 de janeiro de 2011

'Poemas para você!'

Na dúvida, viva o momento..
Dê a cara a tapa,
enfrente os leões.
Na dúvida, seja verdadeiro.
Nada de desculpas
ou jargões...
Ou então se proteja,
e covarde,
apenas seja,
o que mais ou menos
já esperavam de você...
Vai arriscar menos,
vai doer menos,
mas também vai
viver menos...
menos riscos,
menos risos...
menos,
sempre menos.
Na dúvida,
devemos voar,
devemos causar.
Devemos ser o que
nem ousaram pensar
de nós...
O óbvio e o comum
se confundem...
Existem os que vivem
e os que só existem...
Existem os que
sobrevivem...
Mas é um gosto pavoroso
se juntar aos medíocres!
Na dúvida,
vamos viver...
(Silvana Gonçalves)

Leminskiando...

tudo claro
ainda não era o dia
era apenas o raio

[do livro Distraídos Venceremos]

uma canção prá você viver mais...



como ondas do mar que vão e vem,
nossos beijos de adeus
na estação do trem...
(Biquini)

E essa tristeza que me dá sempre que a saudade bate mais forte é balanceada com toda alegria que a gente viveu. é essa saudade que me faz viver por aqui...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Me mira mas me erra.

Você repara no meu horário
no meu cardápio,
no meu itinerário.
Você já me falou sobre
meu (mau)gosto para livros velhos,
que eu chamo de usados.
Já me falou das minhas roupas,
que eu precisava de um estilo,
E eu pensava que
tinha um.
Você já me ligou para falar
que não te ligo.
E que meu silêncio é uma
forma de grito.
E eu nem estava pensando nisso.
Queria te dizer coisas do tipo
'relaxa', 'sou assim mesmo', mas
acho que você não vai ouvir.
Você prefere assim,
seguir,
reparando em mim.

(Silvana Gonçalves)