sábado, 30 de janeiro de 2010


"Pare de ler leitor. Eu não posso parar de escrever. As idéias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias idéias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro."
Luis Fernando Verissimo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

talvez seja para
isso que te ame tanto.
pra você virar poema
pra minha dor vir
pra cá.
pra mim ter por
onde escoar.
e talvez o pecado foi meu,
de te deixar saber
que meu amor
era teu.
talvez um verso
derradeiro te explicando
o be a ba.
talvez uma rima
casual insinuando
onde isso vai dar.
talvez meu silêncio
talvez certeza nenhuma
nos alcance mais...
talvez
a vez.
talvez...
(Silvana Gonçalves)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ola, garéla!

Bem feliz ao descobrir uma desculpa plausível para minhas esquisitisses e manias.
E também por dar essa oportunidade de digamos, redenção aos meus amigos.
( minha irmã Cassia representa o que ficou da família.).
Então agora, qualquer um da galerinha mais ou menos...quando surgir meu nome na roda e você ficar
com um pouco de 'vergonha do várti' dessa amiga torta aqui, ( Sim, porque eu não ligo, porque eu não vou, porque eu não visto, porque eu nem estou...), quando for falar de minhas manias, e ter que dar explicações sobre mim, apenas sorria e 'relasse', e dê a desculpa:
-A Sil é poeta.
ou como diria a Vi:
'Poeta você sempre foi, Sil. Desde lá atrás. A diferença é que agora você se mostrou.'
(...)
Voltando para Venceslau, terra de chupar 'sorvete', essa semana.
Esperando abraços verdadeiros e olhares sorridentes.
Querendo muito rever muita gente.
Visitar vivos e mortos,
Brindar, com um copo de cerveja,
(ou vários...) à saúde e aos amigos.
Ouvir vozes e rever rostos que começavam
a cair no esquecimento.
Revisitar lugares de onde lembro das cores
e do cheiro.
(...)

1. Venceslau?
2. É...
1. Não tinha outro lugar?
2. Te, tinha...
1. Nunca ouvi falar em Venceslau.
2. Mas tem. Presidente Venceslau, au au au.
1. E você vai pra Venceslau?
2. Eu vou e volto.
1. Tá, e o que tem de especial nessa tal
de Venceslau?
2. Amigos...
(...)

Ultiminha:
Sem postar muito porque já pirando em outro projeto,
Já contando com o ovo no cu da galinha e sonhando outro sonho.
Eu simplesmente preciso disso, porque senão vai ficando chaaato.
Então o livro nem ta sendo comercializado ainda e eu já to com
várias ideias ma ra vi lho sas. (sei que muita gente tremeu agora
rsrs...). Daí, o número pequeno de posts nos últimos dias. E provavelmente
dos próximos meses.
Mas vou sempre dando um 'oi' por aqui...

Beijo a todos.
'cuidem-se bem.', Sil.

" Chuva, peço que caia devagar..."

Nove da manhã.
Ela decide. Hoje resolve tudo. Quatro ou cinco assuntos pendentes.
Olha o tempo. Nada demais, chuva para daqui a pouco. E chuva, por esses dias era normal.
Daria tempo de chegar ao centro...
Se perde, em pensamentos e nuvens.
Olha de novo pela janela, primeiros pingos.
Só se esperar passar.
Suspira,
café e cigarro para confortar.
Paisagem(chuvosa, é verdade...) e poesia para ajudar o tempo passar.
Olha as horas,
dez da manhã.
Mas já???
A chuva não passa,
o tempo sim...

(Silvana Gonçalves)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

'Sem amor, eu nada seria...'

Amigo pra ser,
pra estar,
se importar.

Amigo pra sentir,
pra dividir,
pra rir,
pra chorar.

Amigo pra fazer
falta,
pra virar saudade,
pra te fazer voltar
pra tua cidade.
Amigo, sinonimo
de felicidade.

Amigo pra festar,
pra desabafar,
pra do lado se
deixar ficar.

Amigo pra se ser
você,
no espelho dos
olhos do outro.
pra dividir o
dia a dia.
Amigos pra você
amar e pra amarem
você.

=+saudade de todos vocês.+=
(Sil)
Vamos tomar um porre juntas, meu amor.
Ler o mesmo livro
e tomar o mesmo
antidepressivo.
Vamos tomar um porre às onze da manhã
e depois ir para casa tomando chuva.
Para a minha ou para a sua?
Pouco importa.
E quer saber?
Pouco importa se hoje
é segunda.
Pouco importa o que vão pensar.
Pouco importa no que
isso vai dar.
Aliás, muito pouco importa.
Se importa?
A mim,
pouco importa...

(Silvana Gonçalves)
'Meu verso é minha consolação.
É minha cachaça.
todo mundo tem sua cachaça...'

(Carlos Drummond de Andrade