segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Amar você é coisa de minutos... (Paulo Leminski)

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui


Paulo Leminski

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pros dias nascerem felizes

'Enquanto o sol nasce, sincronize a respiração, aguce a mente e aquiete as emoções e os pensamentos. Esta simples atitude fortalece o corpo, aumenta a saùde, estimula as glândulas adrenais e o timo, atrás do coração, produz a sensação de leveza e de felicidade e revela a própria força interior. Entre em sintonia com respeito, humildade, força de vontade, convicção e concentração. Realize essas ações como uma prece ao seu Deus e se não tiver um Deus agradeça a inteligência que está por trás de toda a criação. Namastê'

depois de um tempo sem postar aqui, Bom dia. Boa semana

Acorda pra mais um dia e pros teus sonhos.
Abandone o que te incomoda e se cerque do que te faz feliz.
Faça o bem, não pensando na recompensa mas por ser essa
sua natureza.
Cultive bons pensamentos e bons hábitos.
Viva.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Por outro lado...


'...-Nós pertencemos ao underground, velho.- disse Beny.
-Não veremos jamais a nossa obra vertida para o inglês nem comentários no suplemento literário do times e tampouco seremos a estrela das páginas amarelas da Veja. por outro lado, podemos nos tranquilizar porque nenhuma dorothy Dalton da imprensa nacional vai tentar nos reduzir a pó de merda, dizendo que a nossa obra não é suficientemente instigante, contemporânea ou vanguardeira....'

Maria Adelaide Amaral, 'Aos meus amigos'

De parto normal é que nasce a poesia

sobre o processo pelo qual surge um poema:

'Visar, emocionar-se, olhar para dentro.'
                                          Frost

No metrô

A inspiração veio dentro do metrô. Tateio dentro da bolsa um bloco que carrego comigo. tem que estar ali. Está. Com a mesma mão, alcanço a caneta.
Confiro as estações, tenho um tempo  de cinco estações ainda para escrever.
Ensaio um a maiúsculo e fico parada, esperando. Um senhor olha a tatuagem de um moço sentado ao meu lado. Reprova com o olhar.
Olho pra folha, o A lá. Rabisco e viro a folha.
Vejo que o senhor agora descarrega a perplexidade sobre a minha tatuagem. Mexo o pé avisando : 'To te vendo' e olho pra folhinha do bloco em branco. Tão pálida e vazia. Faço um círculo imaginário quase encostando a caneta no papel.
Agora um sinal de paz, depois uma florzinha do lado. Do mesmo jeito, no ar.
duas estações.
É bom eu prestar atenção.
A folha em branco me olha triste.
A caneta entre os dedos parecendo dizer; -Estou à postos.
O visor avisando 15 graus e chuva fina lá fora.
Meu celular apitando  avisando que vai ficar sem bateria bem na hora em que mais precisava
do aparelho.
Um apito.
Avisam; Brigadeiro.
Cheguei.
Guardo o bloco.
Não saiu nada.
Ou saiu?

Silvana Gonçalves

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Que a paz e o amor nos rodeiem.

Pulava amarelinha e chegava no ‘céu’ toda feliz, sorrindo contente.
Havia ‘pulado’ todas as etapas e do inferno chegava ao céu rapidinho, 5, 6 pulos.
Agora também deve ser rápido ir do inferno ao céu.
Não deve de maneira nenhuma ser uma coisa difícil de se fazer.
‘pulando’ os problemas ou não lhe dando atenção exagerada e não vou dizer aos pulos mas em passos certeiros resolver que o ‘céu’ é o melhor lugar para se estar.

Cada um tem seu ‘céu’ particular, onde se é bom estar, onde a vida cabe feliz e pacífica.
E cabe a cada um  permanecer nesse céu.
Ou não.
Já não pulo mais amarelinha.
Mas ainda  dou meus ‘pulos’  e ainda faço minhas escolhas.
Escolho o céu.
E você? Escolha.

Que a paz e o amor nos rodeiem.

Silvana Gonçalves